Fernando Leal da Cunha - Terá vindo da Transilvânia?



O Secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Cunha, esta carinha laroca considerou, esta terça-feira, que a reportagem da TVI «1 hora e 35 minutos» demonstra que «os Serviços de Urgência em Portugal funcionam muito bem». 


«É uma reportagem que só vem confirmar a opinião que eu tenho,  que os serviços de urgência em Portugal funcionam muito bem, é uma experiência que confirma que tem picos de afluência, como nós já sabíamos, durante a noite os serviços tendem a encher-se, durante o dia tendem a estar mais vazios, por força da própria orgânica do sistema», afirmou Leal da Cunha aos jornalistas. 


«1 hora e 35 minutos», uma reportagem de Ana Leal com imagem de Romeu Carvalho e edição de João Pedro Ferreira, mostrou que depois do caos nas urgências durante o pico da gripe, os principais problemas que levaram ao congestionamento dos hospitais mantêm-se: há falta de médicos e enfermeiros que chegam a acumular 300 horas a mais de trabalho.    


Durante um mês a equipa de reportagem infiltrou-se em 15 hospitais, e as imagens recolhidas fazem lembrar um cenário de quase terceiro mundo.    
   
Na imagem temos o Dr. Josef Mengele, tristemente conhecido como Todesengel, "O Anjo da Morte", oficial médico chefe da principal enfermaria do campo de Birkenau, que era parte do complexo Auschwitz-Birkenau. Nas suas experiências com seres humanos em Auschwitz, Mengele injetou tinta azul em olhos de crianças, uniu as veias de gémeos, deixou pessoas em tanques de água gelada para testar as suas resistências, amputou membros de prisioneiros e colecionou milhares de órgãos no seu laboratório.
Não que Fernando Leal da Costa tenha procedido de igual forma ou sequer minimamente aproximada, mas as suas declarações depois de ter assistido à reportagem da TVI têm muitas relações de semelhança com o modo como Mengele "tratava da saúde" aos seus "doentes".
As palavras de Fernando Leal causam uma profunda indignação e uma tremenda revolta, ainda para mais quando proferidas por um médico. Inqualificável é o termo. 

Recordemos as suas inomináveis palavras: «O que nós vimos foram pessoas bem instaladas, bem deitadas, em macas com proteção anti-queda, em macas estacionadas em locais apropriados, algumas dos quais em trânsito eventualmente para outro serviço.  Vimos pessoas em camas articuladas, vimos pessoas com postos de oxigénio, vimos hospitais modernos, vimos sobretudo profissionais muito esforçados», acrescentou o secretário de Estado.

Será este o modelo de instalações que o despudorado Fernando Leal defende? Depois "Disto", quem não gostaria de ter este senhor como seu "médico"?
 
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